Como respeitar os filhos no que toca à educação dos netos

E quando os avós querem ser mais do que os pais? É muito difícil conseguir a harmonia familiar quando duas ou mais pessoas educam de forma diferente. Por isso, e por mais que amem os seus netos, os avós não devem interferir na educação que os seus filhos acham mais conveniente. É verdade que os avós são conhecidos como os “segundos pais”, mas não se podem esquecer nunca que a última palavra não lhes pertence. Mas será difícil garantir este respeito? Não, desde que se garantam alguns cuidados.

Tudo começa na gravidez

É na gravidez que se formam os pais. E os avós. Por isso, os pais devem ter o cuidado de, ainda na gestação do bebé, tornarem clara a importância que os avós terão na vida do bebé, salientando que a educação será, no entanto, uma responsabilidade de quem o vai ter. É sabido que avós que “invadem” a gravidez, mais facilmente se farão intrusos na educação dos netos, pelo que o diálogo aberto e sincero deverá ser garantido desde o início da gravidez, deixando claras as responsabilidades de cada parte.

Um conselho não é uma regra

Os avós, mais experientes, terão com certeza opiniões e conselhos ao longo da vida dos seus netos. No entanto, é importante perceber que um conselho é isso mesmo: apenas um conselho. E, logo, cabe aos pais a decisão de o seguir, sem que os avós possam condenar ou criticar a resolução dos seus descendentes.

Interferências? Só quando pedidas!

O papel dos avós é o de amar, honrar e respeitar os seus netos. Podem ensinar aos mais novos tantas coisas boas, mas não devem interferir no processo de educação que os pais dão aos seus filhos, a menos que sejam solicitados para tal. A interferência não solicitada pode levar a conflitos de proporções exageradas, podendo ainda originar afastamentos que, sobretudo com a existência de crianças, são totalmente indesejados.

Pensamentos divergentes? Nunca!

Não são raras as situações em que os avós têm princípios totalmente distintos dos pais das crianças. No entanto, os netos devem ser sempre educados de acordo com os princípios e as regras dos seus pais. Lá porque os avós são católicos, não quer dizer que levem os netos à missa, no caso dos efetivos progenitores estarem a educar os seus filhos na óptica da religião budista. No fundo, trata-se apenas de assegurar que o amor não se sobrepõe ao bom senso.

E se os avós forem convidados a ser pais?

Há pais que, sentindo-se inseguros na sua nova responsabilidade, parecem passar aos avós a responsabilidade de educar as crianças. É óbvio que os avós devem ter um acompanhamento ativo da vida dos netos – sendo um exemplo para eles – mas deverão assumir também a responsabilidade de transmitir aos seus próprios filhos os conhecimentos suficientes para que eles se sintam seguros na educação dos seus filhos.

Uma criança, seja filho ou neto, apenas precisa de amor, respeito, atenção e cuidado. Tudo o resto é secundário. Por isso, os conflitos derivados de choques geracionais são totalmente desnecessários quando se tem um novo membro da família nos braços. A comunicação e o respeito bastarão para se construir uma família feliz.

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