Como ajudar uma criança a lidar com a perda de um ente querido

Criança triste

Mesmo que queira proteger e evitar que os seus netos sofram, nem sempre depende de si, não se podem evitar tragédias e perdas, mas pode ajudar a ultrapassar essa fase.
Quando uma criança perde um ente querido, ela não reage como um adulto, a sua dor é diferente. Como avô ou avó, deve ser capaz de reconhecer os sinais que uma criança mostra quando perde alguém. Muitas crianças, antes de chegarem a adultas, sofrerão uma perda de alguém e a dor dessa perda será uma realidade.
Nem sempre uma perda terá de significar a morte de alguém, poderá apenas significar que os pais se separaram, mas claro que também pode significar que um dos avós falece, ou infelizmente até um irmão ou outro familiar. Este tipo de acontecimento pode ser traumático e perturbar uma criança, fazendo-a sentir-se abandonada.

Como uma criança demonstra a sua dor

Uma criança pode ter mais dificuldade em aceitar a perda de um familiar do que um adulto, pois nem sempre tem a bagagem da vida para compreender o que realmente aconteceu e nem sempre sabe como gerir as suas emoções. Uma criança sente saudades da pessoa que partiu e preocupa-se sobre quem, e como essa pessoa está a ser cuidada. Uma criança que está a passar por uma perda necessita de todo o apoio dos adultos que a rodeiam, incluindo dos avós. Usualmente uma criança que experiencia a dor de uma perda demonstra:

  • Depressão e ansiedade;
  • Atitudes de fúria sem motivo aparente;
  • Finge que é mais nova do que a sua idade (por ex: chuchar no dedo, fazer xixi na cama…);
  • Culpa-se pelo facto de a pessoa ter desaparecido da sua vida.

Quando pedir ajuda profissional

Não existe nenhum tempo específico durante o qual uma criança demonstre que há perda na sua vida. Usualmente os comportamentos desaparecem com o passar do tempo, se o processo de perda for desaparecendo também. Porém, se o comportamento persistir deve ser considerada ajuda exterior à família. Deverá ser considerada ajuda de um psicólogo quando:

  • Menciona que deseja ir ter com a pessoa que faleceu;
  • O seu rendimento na escola diminui;
  • Deixar de conseguir interagir socialmente;
  • Tenha dificuldades em adormecer e pesadelos.

Como é que as crianças sentem uma perda

As crianças não são como os adultos quando sofrem uma perda; sofrem descontinuamente e não demonstram o seu sofrer. Muitas crianças apenas demonstram o seu sofrer às vezes, e por curtos períodos de tempo. Isto não significa que a criança não sofra, apenas significa que a criança não é capaz de se focar nessa emoção durante muito tempo. Este sentimento de perda e de tristeza pode voltar sempre que surgir uma nova fase da sua vida. Todavia, tudo dependerá da idade da criança. Uma criança de 2 ou 3 anos de idade ainda não compreende o conceito de morte, mas sente a tensão familiar que a rodeia. Uma criança em período pré-escolar com 5 anos poderá compreender um pouco do conceito de morte, mas poderá pensar que a morte é uma espécie de sono em que a pessoa entra, podendo acreditar que a pessoa mais tarde ou mais cedo voltará. Por volta dos 6 anos de idade, ela começa a sentir medo da morte, e à medida que a idade aumenta percebe que a morte é algo final que acontece a todos.
Se estivermos a falar de adolescentes, estes têm uma grande dificuldade em lidar com a perda. Embora pareça que já tenham idade e aparência para conseguirem lidar com a morte, estes não são capazes de o fazer. Por vezes, o melhor é consultar um psicólogo para ajudar a passar esta fase.

Como podem os avós ajudar

Os avós são usualmente excelentes “amigos” na altura de apoiar uma criança que sofreu uma perda. Os avós poderão ajudar e dar apoio das seguintes formas:

  • Converse com a criança acerca do que se passou de forma tranquila. Diga a verdade de forma simples e responda com a verdade às questões que a criança faz. Certifique-se que a criança compreende a resposta.
  • Seja paciente, repita as respostas e explique as vezes que forem necessárias.
  • Partilhe os seus sentimentos acerca da perda, poderá ajudar a criança a partilhar os dela – não tenha medo de partilhar que está triste.
  •  Se algum familiar morreu, envolva a criança no funeral, caso ela o deseje.
  •  Se um dos pais se separou e deixou de estar presente, certifique-se que garante à criança que a culpa não é dela.

Pode-se sempre ajudar uma criança a lidar com a dor da perda e ajudá-la a ultrapassar essa fase. Ajude os seus netos a compreender que não estão sós e que o avô ou avó está cá para compreender os seus sentimentos e que a ama e cuida com todo o coração.

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